1.1.11

2011, or «god knows we could use a little joie de vivre!»

La musique, la danse, le son, la lumière!
Les petites jolies siens des belles bouquetières,
Sur la belle passerelle des Folies Bergère.
Pas de mystères, le spectacle est
tout a fait decouvert.
"Et pas trop cher"
Viens ce soir avec moi
aux Folies Bergère!


bom ano!

1.12.10

fact#1542


OBRIGATÓRIO ver até ao fim!

Destino

Hoje conheci um rapaz muito interessante, e giro, barman de profissão. Não daqueles putos cor-de-laranjas e semi-nus que encontramos sempre atrás dos balcões das discotecas mas que não sabem distinguir um gin de um rum; era um barman com três anos de formação profissional e larga experiência em hotéis nacionais e alguns lá fora. Eu estava completamente embriagado com o rapaz. Foi uma pena termos estado tão pouco tempo à conversa.

Pensando bem, um barman seria o meu namorado ideal. Como seria feliz com boa bebida e um bom gajo. Que visão maravilhosa...
O destino deve-nos ter juntado por alguma razão.

12.11.10

O youtube fez-me ganhar o dia / Youtube has made my day. Estou tão contente! / I'm so gay!



Ruth Wallis devia ser tão grande no mundo queer como, digamos, Liza Minnelli. Para mim, bicha só é verdadeiramente bicha se já tiver feito show ao som de uma das suas músicas. Check.

10.11.10

Bichices da minha infância


Penso que isto foi antes da minha descoberta do Nelo. Aquele "Olhá magra! Olhá tope modéle!!!" ficou-se-me marcado na memória. Andei muitas semanas a gritar isto em plenos pulmões pela rua fora. Quando a gente se é catraia pode-se fazer destas coisas! Agora só o faço quando ponho os saltos, à noite.

6.11.10

playlist#6

Por cortesia da Popota (sim, a hipopótamo do Modelo) vamos passar a ouvir uma versão adulterada do clássico "Daddy Cool" dos Boney M. ininterruptamente nos anúncios de televisão durante os próximos dois meses. Pode ser que disso advenha algum bem: que o Disco volte a estar na moda!



29.10.10

Braga é Divine!

Balanço muito positivo da primeira sessão da Mostra de Cinema Queer de Braga, que teve ontem lugar no Restaurante-Bar Balanz, ao centro da cidade. Um público atento, descontraído e divertido assistiu a mais de hora e meia de deboche visual protagonizado por Divine (de John Waters), enquanto que outra Divine (a Jimmy, de Guimarães) preparava o show que se seguiu ao filme e que arrancou demoradas gargalhadas da assistência. 

Transcreve-se agora o texto da folha de sala distribuída como introdução ao ciclo e ao filme de John Waters, Pink Flamingos. Escrito pour moi, entenda-se.

***


«No site oficial do clube de fãs de John Waters (dreamlandnews.com) é-nos apresentada a lista das principais referências artísticas do realizador. Vale a pena, porventura, referi-las uma a uma: Ed Wood, William Castle, Russ Meyer, Kenneth Anger, Richard Kern, Ingmar Bergman, Federico Fellini, Nick Zedd, R.W. Fassbinder, Andy Warhol, Walt Disney, The Wizard of Oz, Diana Arbus e Herschell Gordon Lewis. Nesta brevíssima introdução ao cinema de John Waters (e ao Cinema Queer) a longa enumeração que constitui a última frase pode parecer supérflua. Pelo contrário, estes são nomes essenciais para perceber a história, a estética e a simbologia do Cinema Queer - sobretudo o cinema pós-John Waters. Foi ele o primeiro a reunir tão ricas e diversas influências e não será, por isso, abusivo reconhecê-lo como o primeiro realizador assumidamente queer do cinema americano.

1972, ano do lançamento de Pink Flamingos. Três anos antes, na Greenwich Village de Nova York, os infames Stonewall Riots haviam gerado espontaneamente o Movimento LGBT enquanto acção popular organizada. Em 1970 realizava-se, na mesma cidade, a primeira Marcha do Orgulho Gay. Nesse mesmo ano de 72, um anónimo analista financeiro de Wall Street mudava-se para a Castro Street em San Franscisco para, cinco anos depois, se tornar o primeiro homem assumidamente gay a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos. Os seventies foram definitivamente a década chave na história dos direitos LGBT.

No cinema, como seria de esperar, a mudança também se fez sentir. Durante os anos sessenta, grandes nomes da Hollywood clássica tentaram inúmeras vezes (com inquestionável sucesso de público e crítica) beliscar o famigerado Código Hays (a censura do cinema americano), introduzindo a questão da homossexualidade cada vez mais explicitamente nas suas produções (sempre com grandes estrelas, enormes orçamentos e uma vasta distribuição). William Wyler, Otto Preminger, Joseph. L. Mankiewicz, John Huston, entre outros realizadores dos anos dourados da indústria, assinaram para os grandes estúdios de Hollywood filmes que lidavam com personagens homossexuais à beira do abismo emocional. Simultaneamente, surgiam no underground cinematográfico os pioneiros daquilo que mais tarde se rotularia como Cinema Queer. E é destes que importa falar agora.

Atirado para os domínios da série B (na verdade, C, D, E…), o Cinema Queer partilhava os mesmos problemas que os outros subgéneros renegados, nomeadamente a nível financeiro e de produção. Os primeiros filmes queer são filmes de baixíssimo orçamento, que recorrem a actores amadores, cenários mal amanhados, e a técnicas de filmagem muito duvidosas. Os filmes de terror de Ed Wood, William Castle e H. G. Lewis eram bem conhecidos (e apreciados) por essas características, e que logo se tornavam objectos de culto. Eram, para além disso, a única “escola” que os cineastas queer tinham à sua disposição. Os seus mestres eram os mestres da série B.

Ficar à margem do mainstream tem as suas vantagens; a de conseguir escapar à censura é, sem dúvida, uma das principais. Nudez, sexo explícito, violência gratuita, “depravações da carne” e outros temas proibidos tornaram-se a fixação de autores como Russ Meyer, Andy Warhol e Kenneth Anger - estes dois últimos tidos como os pioneiros do género queer americano (e Fireworks [1947] de Anger como o primeiro registo explicitamente gay). Estes autores “depravados” viriam a inspirar tremendamente a geração seguinte e cineastas como Richard Kern, Nick Zedd (para citar apenas os nomes em analise) e o próprio John Waters.

Da Europa vêm as influências do novo cinema do pós-guerra e a libertação dos cânones artísticos de Hollywood. Os realizadores queer nunca se viram como meros activistas dos direitos LGBT; procuravam a arte! – se conseguissem esboçar algo parecido com uma arte queer, tanto melhor. O onirismo humanista de Fellini, o existencialismo de Bergman e o sentimentalismo trágico de Fassbinder (e ainda a inconvencionalidade da Nouvelle Vague) conduzem essa busca em diferentes direcções. Funcionam igualmente como instrumentos essenciais para representar a nova visão de sociedade que o Cinema Queer quer introduzir no mainstream americano.

Finalmente, o mote de todo o movimento e a legitimação da causa, o somewhere over the rainbow. Não foi por acaso que na primeira Marcha Gay os manifestantes recorreram às canções de Judy Garland como grito de intervenção. Se o Cinema Queer tentava alguma mudança social (manifesta ou cultural) era a de transformar aquele claustrofóbico Kansas a preto-e-branco que se tinha tornado a América do pós-guerra, num mundo de Oz vibrante, colorido e alegre (gay) - uma sociedade em que não existissem armários, repressões, códigos, mensagens subliminares, culpa, vergonha, and all that jazz. Enfim, o Sonho (o Americano), o grande professor da idade da inocência, o único ideal que faz sentido quando temos 5 anos e todos os problemas do mundo (aprendemos com a Disney) fazem parte de um Kansas a preto-e-branco e nunca de um Oz governado pela lei do benevolente Feiticeiro da Cidade Esmeralda. O único legado que está presente em quase em todo o Cinema Queer é o do somewhere over the rainbow, ainda que mais ou menos assumido. É quase impossível fugir dele, mesmo se para lá do arco-íris houver um Sonho a precisar de ser reabilitado (o New Queer Cinema tentou-o nos anos noventa). Mas como voltar a Oz se, como cantam os Scissor Sisters, the grass is dead, the gold is brown and the sky has claws

25.10.10

O mundo 0101001101

Algumas décadas atrás ainda não havia sido desenvolvido o sistema de socialização que impera hoje e que assenta: 1) na comunicação (quando esta existe) escrita, baseada em mensagens curtas e directas; 2) na não coincidência física entre os agentes dessa comunicação; 3) na não existência de um espaço físico em que essa comunicação toma lugar. Antes dessa invenção o grosso da comunicação "social" era oral, decorria frente-a-frente (presencial, portanto) e tomava lugar num determinado espaço físico (por convenção, público).
Eis que alguém (perdoem-me a ignorância e a preguiça para ir à Wikipédia) inventou a World Wide Web. E então tudo mudou.

No que toca à comunidade LGBT (mas não só, obviamente), chats, redes sociais, messengers, mircs, etc, etc, vieram revolucionar os processos de socialização, interrelacionando indivíduos que, efectivamente, se encontravam desligados deste "mundo", aumentando a troca de opiniões, desejos e interesses, facilitando relacionamentos e outros tipos de "matching emocional", fomentando processos de coming out, internos e externos... Está aqui subjacente aquele típico discurso que sempre ouvimos nas análises feitas ao mundo social pós-difusão das tecnologias da comunicação (e informação) baseadas nos avanços informáticos.

Sou um fervoroso apologista do progresso tecnológico e civilizacional. Considero que o pior cenário se verifica quando uma sociedade cai num estado de estagnação criativa que abafa no seu seio o natural desejo de evolução. Mas essa apologia não é incondicional e, para ser de facto sentida e defendida, tem de ser crítica.

A minha visão é uma, efectivamente, crítica do descarte brutal dos antigos meios de socialização (físicos, ou seja, não-virtuais) face ao facilitismo das potencialidades destes novos meios (não físicos, virtuais). Em vez de se procurar um equilíbrio entre estes dois tipos de meios - um equilíbrio que permitisse, a nível pessoal e social (entre outras coisas) relações, dinâmicas e processos de criação e de mudança; em vez disto, dizia eu, assistimos a uma dedicação abusiva (nunca total, ou viveríamos no Matrix) por parte das pessoas aos meios virtuais de socialização.
Ora, já que nunca excluiremos o mundo físico das nossas vidas (provavelmente nem mesmo quando vivermos no Matrix) é expectável começarmos a assistir a um atrofiamento das nossas capacidades de oralidade, de relacionamento e interacção social, de saber estar e saber agir em público, da nossa capacidade de conceber o espaço social como um espaço heterogéneo e criativo em constante mutação (pondo em causa a capacidade de fazer parte desse espaço e, mais ainda, de intervir nele). No espaço virtual poderemos ser réis mas no espaço físico, real, não seremos mais que ilhas isoladas, cada um de nós. É isso que critico e que me preocupa.

Não é também de estranhar certas atitudes relacionadas com a forma como cada um vive a sua orientação sexual (pessoal e socialmente) que chocam tanta gente dentro e fora da Comunidade, e que, em minha opinião, emanam deste particular uso e abuso dos meios virtuais. Entre essas atitudes, a redução da vivência da orientação a práticas sexuais furtivas e desconexas, a abordagens (leia-se engate) que minimizam ao máximo a conversa, a superficialidade no envolvimento com o meio LGBT, ..., por aí fora. E, como reacção natural a isto, o diametralmente oposto (é a dialéctica da coisa): o isolamento extremo, o medo de exposição pela conotação àquelas práticas sexuais, o compromisso (leia-se namoro) imediato e irreflectido quando surge alguém que também vive isolado e com medo. Nenhuma das duas situações é, para mim, tida como desejável.

Esta não pretende ser uma leitura a preto e branco do meio LGBT. Naturalmente isto são caricaturas de comportamentos e atitudes, mas que não deixam de ser, para mim, observáveis e inteligíveis em maior ou menor grau. Relacionar directamente estas atitudes com a dependência extrema dos meios virtuais de socialização será, certamente, abusivo. Mas não podemos deixar de imaginar como uma correspondência mais equilibrada entre os dois tipos de meios poderia mudar alguns comportamentos e fortalecer laços sociais e pessoais.

Agora algo no domínio do sonho (do meu, claro): como seria o mundo se aliássemos, entre outras realidades distintas: 1) as vantagens das tecnologias de comunicação, sobretudo a facilidade e rapidez para "passar a mensagem"; 2) a vida cultural, o gosto pela participação cívica, o espírito que se respirava nos cafés do liberalismo novecentista e do modernismo onde, segundo George Steiner, se idealizou a Europa; 3) o clima de tolerância, iluminação e desmistificação dos preconceitos relacionados com a orientação sexual que a nossa sociedade vai progressivamente conquistando à ignorância. Imaginem-se a viver num mundo assim.
Se a Europa se idealizou nos cafés, e se pretendemos um coisa aproximada em consistência civilizacional e riqueza cultural para o nosso "mundo cor-de-rosa", então temos deixar de idealizá-lo (leia-se vivê-lo) apenas no Gaydar.

24.10.10

Habemus cinemus II: em Braga

Primeiro evento de cinema queer em Braga que pretende dinamizar, através do cinema, a cultura lgbt bracarense e, simultaneamente, promover o diálogo pela igualdade, cujo cartaz segue anexado e que tomará lugar no restaurante-bar Balanz, quinzenalmente à Quinta-Feira.

Os filmes

28 OUT | Pink Flamingos (1972), John Waters *
4 NOV | The Celluloid Closet (1995), Rob Epstein & Jeffrey Friedman
18 NOV | La Mala Educación (2004), Pedro Almodóvar
2 DEZ | My Own Private Idaho (1991) Gus Van Sant
16 DEZ | Shortbus (2006), John Cameron Mitchell

* Sessão especial de Halloween, filme antecedido pelo show de Jimmy Divine

Local: BALANZ Restaurante Bar (Google Maps)

Facebook do evento

23.10.10

A DVDteca

Decidi trasladar alguns DVDs da minha estante para a recém criada "DVDteca Queer" (na estante ao lado). Que vónito, não é? Mais DVDs de colecções do Público ou resgatados daqueles baldes horrorosos da Worten em breve..


Reclames às cores

Mini-Maratona da Publicidade LGBT

Car@s Amig@s,
No próximo Domingo, 24 de Outubro, iremos organizar um pequeno evento dedicado à visualização, comentário e debate em torno da publicidade (comercial e institucional) de temática LGBT. O evento irá decorrer no Clube Literário do Porto a partir das 18h00.
Versos e Reversos da Publicidade LGBT: durante 1h/1h30 serão exibidos anúncios nacionais e internacionais aos mais diversos produtos, serviços e causas que têm a população LGBT como pretexto, tema ou alvo, seguindo-se depois uma pequena tertúlia ou debate.
Para a tertúlia/debate contaremos com a colaboração do Dr. João Paulo Pedroso (ESTSP-IPP) e da Professora Susana Costa e Silva (Univ. Católica).
A entrada é livre e recomendada!
***

Isto não é propriamente LGBT, mas a temática está implícita; e o anúncio (leia-se o gajo) é tão fofinho...


20.10.10

Há ali uma zona

entre as ruas de Cedofeita e do Almada, de Ceuta e dos Bragas, um rectângulozinho de cidade que se está a tornar naquilo a que, esperemos, dentro de uns anos chamaremos o bairro queer do Porto. Os cafés e bares já lá estão (Lusitano, Maria, Casa de Ló, Alfaiate, Rosa Escura, Candelabro, Galerias Lumière, Taboo), nas ruas também já se prova essa cor, já lá está uma sex-shop! (68+1) e algumas galerias; faltam lá as livrarias, os hostels, as residências, as sedes de associações, os eventos e, claro, as festas. A seu tempo, a seu tempo...

19.10.10

Serviço público



A colecção "Exclusivos FNAC" tem vindo a editar uma selecção interessantíssima de cinema de autor e, particularmente interessante e louvável, uma selecção de cinema queer de autor.
O último lançamento dessa colecção é um filme amoroso, uma biografia livre do realizador James Whale (Frankenstein, 1931), respeitado personagem da Hollywood clássica dos anos 20 e 30, que leva uma vida um tantó-quanto alternativa. Vejam o trailer.